SISNAMA parte 1

INTRODUÇÃO
         Toda atividade humana produz impactos sobre o meio ambiente e os recursos naturais. Isto se verifica na produção agrícola e industrial, no planejamento da infra-estrutura de transportes e energia, no abastecimento de água e esgotos, na organização das cidades ou mesmo no aproveitamento da paisagem natural para recreação e lazer. Alguns desses impactos transformam-se em problemas de difícil solução.
          Proibição, multas ou a previsão de custos adicionais para reparar os danos têm se mostrado ineficazes na resolução desses problemas. Precisamos sair da fase do controle, da proibição e da punição, ou seja, do tempo do “não pode”, para a fase do diálogo, em que construímos juntos o “como pode” e o “para que” produzir. Para isso, deve-se buscar o desenvolvimento sustentável, ou seja, incorporar a variável ambiental na estratégia de governo para o desenvolvimento do país, o que resultará em melhor qualidade de vida para a população e na manutenção dessas condições no longo prazo.
          Todos conhecemos as dificuldades em atingir metas definidas em seminários, conferências, fóruns, acordos internacionais e na própria Agenda 21 Brasileira. Muitos dos planos aprovados, por mais participativos e democráticos que sejam, sofrem obstáculos à sua implementação por falta de recursos e de instrumentos efetivos. A concretização de um novo modelo de desenvolvimento, em todos os níveis e esferas, exige ações institucionais que contribuam para fortalecer e habilitar os órgãos e as entidades responsáveis pelo planejamento, regulação, gestão e execução das políticas públicas.             
             Assim  a criação do SISNAMA é um marco na questão ambiental. A capacidade da atuação do Estado na  área ambiental baseia-se na idéia de responsabilidades compartilhadas entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios e entre esses e os demais setores da sociedade. Vários sistemas e entidades foram criados nas últimas duas décadas para articular e dar suporte institucional e técnico para a gestão ambiental no país. Surgem, pois, a partir da Lei Nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente, o SISNAMA e o CONAMA
           É de fundamental importância para o Engenheiro Ambiental conhecer o sistema de meio ambiente em que estamos inseridos.  Nesse contexto, este trabalho foi proposto para uma analise geral dos órgãos que compõem o SISNAMA, bem como a formulação de uma dissertação onde se relacionam os órgãos e a educação ambiental.
      

Vídeo Pitaguary

E finalizando os posts sobre os Pitaguarys o vídeo feito pela equipe. Apreciem.

 
Produtor do vídeo: Leonardo Bandeira

Visita a Reserva Pitaguary - Relatório


Visita : Pitaguarys
Visitantes: Alunos de Engenharia Ambiental, IFCE.
Dia: 11/ 05/ 11
Horário de saída: 13:30 hrs
Horário de chegada: 16:40 hrs
Cadeira: Ética e Educação Ambiental
Professor: Marcos Vieira
Visitantes: Alunos de Engenharia Ambiental, IFCE.
           Na visita, nós (alunos de Engenharia Ambiental) juntamente com o professor Marcos Vieira, saímos recolhendo o lixo, em especial os sacos plásticos, que estavam jogados no local. Essa atitude foi feita em prol do meio ambiente, e para a conscientização ambiental através do programa da      Prefeitura de Maracanaú “Lixo zero, saúde mil” que tem como principal objetivo combater a destinação inadequada dos resíduos, de forma a reduzir os riscos à saúde ocasionados pelo lixo.
              O cacique Daniel nos recebeu e falou sobre as crenças, histórico e peculiaridades do seu povo. Uma das peculiaridades relatada foi à dança Toré, que se inicia com os participantes dando as mãos e formando um grande círculo, como numa "corrente" de oração. Aqueles que dançam seguem os comandos dos chamados “puxadores” de Toré, geralmente o cacique ou o pajé. O canto é acompanhado pelo som das maracás e muitas vezes conta com a batida de tambores que ficam no centro da roda. É nesse momento que, segundo contam os narradores, a mangueira chora. Dizem que o clamor dos índios escravizados no passado é tão forte que, ao “brincar o Toré ”, debaixo da árvore chove. Para o antigo pajé Pitaguary, seu Zé Filismino, a chuva nada mais é do que o choro da mangueira.O ritual se completa com a ingestão de uma bebida, que é servida para todos os membros num único recipiente e que sempre deve girar em sentido horário.
           Uma das curiosidades que podemos citar sobre o cacique é o relato que ele nos fez de que quando ele era mais jovem, matava animais (vaca, javali,
galinha, etc ) para comer o coração dos mesmos, cru. Ele revela que fazia isso pelo simples prazer de sentir o sabor do sangue dos animais.
           Esse comportamento revela uma semelhança de comportamento com os seus parentes antepassados; em que uma das características marcantes do índio é ser guerreiro, corajoso. E, para o povo da sua tribo sempre lembrar da sua coragem, o cacique tirou os dentes dos animais e com eles fez um colar para si.
           Sobre a língua: Questionado sobre a língua nativa, o cacique Daniel relata que os pitaguarys no passado utilizavam o Tupi, porém desde a época de seus avós já se falava português. Segundo ele, quando os pitaguarys passaram a ter um maior contato com agentes do governo já nessa época o tupi não era muito utilizado e era, até mesmo, falado errado. Assim, os índios foram gradativamente incorporando o português a seu modo de vida e segundo o pajé “se existia o Tupi nessa época ele foi totalmente eliminado da gente”.
            Sobre a religião: Segundo o pajé, a religião na Tribo depende de cada pessoa. Segundo ele, existem católicos que praticam arduamente o religião, indo a igrejas e cultuando sua fé. Em contra partida existem pessoas na tribo que dizem que são de determinada crença, mas não a praticam de nenhuma forma. O pajé não critica nenhuma religião, mas em sua opinião o problema está em os índios não reconhecerem suas próprias raízes religiosas. Para ele: “Crente todos nós somos, quem não é crente é porque não acredita em Deus. Eu acredito em Deus, mas minha religião é a “fé”. Os índios são livres para decidir que tipo de religião eles querem, mas se querem viver na tribo devem seguir os costumes e tradições que já existem há muitos anos.”
           Através de outros questionamentos feitos ao pajé André pudemos retirar outras informações como:
           Os pitaguarys estão aumentando sua população, por isso negam a idéia de que os índios “desapareceram” no Ceará. A maioria dos índios sempre morou na TI Pitaguary, alguns apenas mudaram de casa, terreno ou deslocaram-se no máximo para espaços circunvizinhos. Com isso, as família pertencem a uma rede de parentescos bastante particular.
             A auto- identificação indígena vem junto com o sentimento de origem dos índios e é baseada nos laços de parentescos. Além disso, o sentimento de posse das terras como o espaço comum entre eles e seus antepassados pode ser facilmente percebido.
           Outro elemento importante na cultura Pitaguary são as narrativas orais. Nelas, sempre fica explícita a idéia de contato dos índios com os não-índios. Essas histórias relatam a violência que o índio sofreu, seguida de aprisionamento.
             As lendas também são bastante comuns. Nelas, os pitaguarys relatam sobre seres míticos, como a caipora, por exemplo. Histórias relacionadas com a caipora são freqüentes entre os índios, principalmente quando o assunto é sair para caçar.
            Além de pescar e caçar, os Pitaguarys sobrevivem do extrativismo vegetal, mineral, da agricultura familiar e do artesanato. O plantio de milho, mandioca, jerimum, feijão, também é feito por algumas famílias, mas dependem da estação chuvosa. O artesanato também engloba um grande número de pessoas, mas tem se mostrado vulnerável ao risco do extrativismo descontrolado.Os índios vendem colares, brincos, e diversos instrumento utilizados por eles.Os colares são confeccionados a partir de sementes nativas
             Os empregos formais para os índios são apenas os trabalhos advindos de políticas públicas voltadas para educação indígena. Os cargos mais comuns entre eles são: professores, agentes de saúde, zeladores e vigilantes.
           A criação de animais de pequeno porte como a galinha,porcos, cabra é bastante comum. As alternativas econômicas são poucas, mas os Pitaguarys têm tentado desenvolver pequeno projetos de auto-sustentação com o apoio de órgãos governamentais.
              Uma das figuras que destaca a memória na área dos Pitaguarys é a mangueira centenária. Ela representa a mãe natureza que protege, traz paz e conforto. Além disso, ela representa lembra o genocídio dos índios
(antepassados), pois naquele pé de mangueira, morreram muitos índios enforcados e famintos.
Ela traz uma lembrança do passado, por isso é tão respeitada no presente pelo seu povo. No dia 12 de junho de cada ano, os Pitaguarys se reúnem para dançar o Toré.
CONCLUSÃO
             Concluímos com a visita e este trabalho as crenças, históricos e peculiaridades dos pitaguarys, relatado pelo casique Daniel. Uma das peculiaridades que aprendemos foi a dança do Toré, que se inicia com os participantes dando as mãos e formando um grande círculo, como numa "corrente" de oração. Aqueles que dançam seguem os comandos dos chamados "puxadores" de Toré, geralmente o cacique ou o pajé. O canto é acompanhado pelo som das maracás e muitas vezes conta com a batida de tambores que ficam no centro da roda. É nesse momento que, segundo contam os narradores, a mangueira chora.
          O pajé André relato que os pitaguarys no passado utilizavam o Tupi(a lingua nativa), porém desde a época de seus avós já se falava português. Segundo ele, quando os pitaguarys passaram a ter um maior contato com agentes do governo já nessa época o tupi não era muito utilizado e era, até mesmo, falado errado. Assim, os índios foram gradativamente incorporando o português a seu modo de vida e segundo o pajé "se existia o Tupi nessa época ele foi totalmente eliminado da gente".
           Segundo o pajé, a religião na Tribo depende de cada pessoa. Segundo ele, existem católicos que praticam arduamente o religião, indo a igrejas e cultuando sua fé. Em contra partida existem pessoas na tribo que dizem que são de determinada crença, mas não a praticam de nenhuma forma. O pajé não critica nenhuma religião, mas em sua opinião o problema está em os índios não reconhecerem suas próprias raízes religiosas. Para ele: "Crente todos nós somos, quem não é crente é porque não acredita em Deus. 
              Os pitaguarys estão aumentando sua população, por isso negam a idéia de que os índios "desapareceram" no Ceará. A maioria dos índios sempre morou na TI Pitaguary, alguns apenas mudaram de casa, terreno ou deslocaram-se no máximo para espaços circunvizinhos. Com isso, as família pertencem a uma rede de parentescos bastante particular.
               Além de pescar e caçar, os Pitaguarys sobrevivem do extrativismo vegetal, mineral, da agricultura familiar e do artesanato. O plantio de milho, mandioca, jerimum, feijão, também é feito por algumas famílias, mas dependem da estação chuvosa. O artesanato também engloba um grande número de pessoas, mas tem se mostrado vulnerável ao risco do extrativismo descontrolado.

Alunos: Leonardo bandeira, Lucimara Rodrigues, Alana Karen, Bianca Real

Os indios Pitaguary


INTRODUÇÃO
             No Estudo da Educação Ambiental é de fundamental importância não só a análise teórica dos pontos abordados em sala de aula, mas sim um contanto direto com os problemas ambientais e as pessoas, ou etnias, que sofrem com esses problemas seja no âmbito ambiental ou socioeconômico. Partindo desta inferência, nós os alunos do primeiro semestre de Engenharia Ambiental, fomos visitar a tribo Pitaguary.
               Pitaguary é a auto-denominação do povo indígena que vive ao pé da serra entre os municípios cearenses de Maracanaú, Pacatuba e Maranguape. Distando aproximadamente 26 Km de Fortaleza, a Terra Indígena (TI) Pitaguary está situada na região metropolitana da capital cearense, tendo em seus arredores uma área caracterizada pela concentração de indústrias e urbanização crescente. Habitada pelos Pitaguary desde há muito, essa terra é socialmente marcada por uma série de acontecimentos que fundam a memória coletiva de seu povo. Foi nela que os “troncos velhos” pereceram, deixando suas “raízes antigas”, assim como é dela que sobrevivem os Pitaguary de hoje.
              De origem Tupi, o termo Pitaguary sempre aparece, nos documentos oficiais dos séculos XVII, XVIII e XIX, designando um lugar: uma serra, um sítio ou um terreno. Possivelmente, é um termo derivado de variáveis do nome Potiguara, etnia que teria ocupado extensas terras, já em 1603, na costa cearense. Para o termo “Potiguara” há diversas interpretações e é nelas que se pode perceber a semelhança existente para com a denominação Pitaguary.

Alunos: Leonardo lima bandeira; Alana Karen; Bianca Real; Lucimara Rodrigues. 
Principais fontes de pesquisa: FUNAI

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Leonardo Bandeira
Estudante do primeiro semestre de Engenharia Ambiental pelo instituto federal de Maracanaú, formado em Inglês e atual estudante de Francês pelo IMPARH. Criei o blog com o intuito de repassar informações sobre o meio ambiente de forma crítica e direta.
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